{"id":1535,"date":"2025-12-22T16:00:00","date_gmt":"2025-12-22T16:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/grupobrmed.com.br\/blog\/?p=1535"},"modified":"2026-02-26T17:56:22","modified_gmt":"2026-02-26T17:56:22","slug":"mudancas-no-pgr-e-atualizacao-da-nr-1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/grupobrmed.com.br\/blog\/mudancas-no-pgr-e-atualizacao-da-nr-1\/","title":{"rendered":"PGR e a nova NR-1: entenda as mudan\u00e7as na avalia\u00e7\u00e3o e classifica\u00e7\u00e3o de riscos ocupacionais"},"content":{"rendered":"\n<p>A atualiza\u00e7\u00e3o da NR-1, oficializada pela <strong>Portaria MTE n\u00ba 1.419\/2024<\/strong> e com vig\u00eancia prevista para <strong>maio de 2026<\/strong>, trouxe mudan\u00e7as significativas para o <a href=\"https:\/\/grupobrmed.com.br\/blog\/pgr-como-elaborar-programa-de-gerenciamento\/\">Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR)<\/a>. Mais do que incluir os riscos psicossociais no escopo do gerenciamento, a norma tamb\u00e9m estabeleceu novas diretrizes para a classifica\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis de risco e a prioriza\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es preventivas.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas altera\u00e7\u00f5es exigem que as empresas revisem suas metodologias de avalia\u00e7\u00e3o de riscos e <strong>documentem de forma mais robusta os crit\u00e9rios adotados<\/strong>. A fiscaliza\u00e7\u00e3o, a partir da vig\u00eancia plena, passar\u00e1 a observar n\u00e3o apenas se os riscos foram identificados, mas como foram classificados e quais crit\u00e9rios embasaram as decis\u00f5es do plano de a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste artigo, detalhamos tr\u00eas mudan\u00e7as fundamentais: a padroniza\u00e7\u00e3o da severidade, a nova diretriz para classifica\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis de risco e os crit\u00e9rios de prioriza\u00e7\u00e3o do plano de a\u00e7\u00e3o. Se voc\u00ea busca uma vis\u00e3o mais ampla sobre a atualiza\u00e7\u00e3o da NR-1 e seus impactos na sa\u00fade mental, recomendamos a leitura de outros artigos do <a href=\"https:\/\/grupobrmed.com.br\/blog\">Blog BR MED<\/a> que aprofundam o tema.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Padroniza\u00e7\u00e3o da Severidade<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Uma das mudan\u00e7as mais relevantes da nova <a href=\"https:\/\/grupobrmed.com.br\/blog\/nr1-saude-mental\/\">NR-1<\/a> diz respeito \u00e0 forma como a severidade dos riscos ocupacionais deve ser estabelecida. O item 1.5.4.4.4 da norma determina que a severidade seja definida <strong>em raz\u00e3o da magnitude das poss\u00edveis consequ\u00eancias<\/strong> das les\u00f5es ou agravos \u00e0 sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, isso significa que a organiza\u00e7\u00e3o precisa avaliar o potencial de dano de cada risco identificado, considerando o qu\u00e3o grave seria a consequ\u00eancia caso o evento ocorresse. A norma vai al\u00e9m e estabelece uma regra clara para situa\u00e7\u00f5es em que um mesmo perigo pode gerar diferentes consequ\u00eancias: <strong>deve-se sempre selecionar a consequ\u00eancia de maior magnitude<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse ponto \u00e9 fundamental. Imagine um trabalhador exposto a ru\u00eddo ocupacional. As consequ\u00eancias podem variar desde um inc\u00f4modo tempor\u00e1rio at\u00e9 uma perda auditiva irrevers\u00edvel. Pela nova diretriz, ao avaliar a severidade desse risco, a empresa deve considerar a consequ\u00eancia mais grave \u2014 no caso, a perda auditiva permanente \u2014 e n\u00e3o a mais prov\u00e1vel ou a mais leve.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa padroniza\u00e7\u00e3o traz mais rigor t\u00e9cnico para a avalia\u00e7\u00e3o de riscos e evita que empresas subestimem perigos ao considerar apenas cen\u00e1rios otimistas. A <strong>documenta\u00e7\u00e3o desses crit\u00e9rios passa a ser obrigat\u00f3ria<\/strong>, o que significa que a metodologia adotada para graduar a severidade precisa estar formalizada e dispon\u00edvel para verifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Nova Diretriz para Classifica\u00e7\u00e3o dos N\u00edveis de Risco<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A atualiza\u00e7\u00e3o da NR-1 tamb\u00e9m trouxe crit\u00e9rios mais espec\u00edficos para a avalia\u00e7\u00e3o da probabilidade de ocorr\u00eancia de les\u00f5es ou agravos \u00e0 sa\u00fade. E aqui est\u00e1 uma das novidades mais relevantes: a norma agora <strong>diferencia os crit\u00e9rios de probabilidade de acordo com a categoria do risco<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Para <strong>riscos f\u00edsicos, qu\u00edmicos e biol\u00f3gicos<\/strong>, a avalia\u00e7\u00e3o da probabilidade deve comparar o perfil de exposi\u00e7\u00e3o ocupacional com os valores de refer\u00eancia estabelecidos na NR-9, al\u00e9m de considerar a efic\u00e1cia das medidas de preven\u00e7\u00e3o implementadas. Isso significa que, para esses agentes, a base de compara\u00e7\u00e3o s\u00e3o os limites de exposi\u00e7\u00e3o ocupacional, par\u00e2metros t\u00e9cnicos e mensur\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 para os<a href=\"https:\/\/grupobrmed.com.br\/blog\/ergonomia-no-ambiente-de-trabalho\/\"> <strong>riscos ergon\u00f4micos<\/strong><\/a><strong>, incluindo os fatores de riscos psicossociais<\/strong>, a avalia\u00e7\u00e3o deve considerar as exig\u00eancias da atividade de trabalho e a efic\u00e1cia das medidas de preven\u00e7\u00e3o. Aqui, o foco se desloca para a an\u00e1lise das demandas impostas pela tarefa e pelo contexto organizacional, reconhecendo que esses riscos n\u00e3o podem ser avaliados da mesma forma que agentes ambientais.<\/p>\n\n\n\n<p>Para os <strong>riscos de <\/strong><a href=\"https:\/\/grupobrmed.com.br\/blog\/o-que-e-acidente-de-trabalho\/\"><strong>acidentes<\/strong><\/a>, a probabilidade deve levar em conta a exposi\u00e7\u00e3o do trabalhador ao perigo e, novamente, a efic\u00e1cia das medidas de preven\u00e7\u00e3o implementadas. A l\u00f3gica \u00e9 avaliar o grau de exposi\u00e7\u00e3o direta ao fator de risco e o quanto as barreiras de prote\u00e7\u00e3o reduzem essa exposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa diferencia\u00e7\u00e3o de crit\u00e9rios por categoria de risco representa um avan\u00e7o importante. Ela reconhece que avaliar a probabilidade de um transtorno musculoesquel\u00e9tico exige uma abordagem diferente de avaliar a probabilidade de uma intoxica\u00e7\u00e3o qu\u00edmica ou de uma queda em altura. As ferramentas e os par\u00e2metros s\u00e3o distintos, e a norma agora reflete essa realidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a NR-1 passa a exigir que as organiza\u00e7\u00f5es <strong>documentem os crit\u00e9rios utilizados para grada\u00e7\u00e3o da severidade, da probabilidade, dos n\u00edveis de risco e de classifica\u00e7\u00e3o para tomada de decis\u00e3o<\/strong>. Isso significa que a matriz de risco n\u00e3o pode mais ser um documento gen\u00e9rico: ela precisa estar acompanhada de uma metodologia clara que justifique as classifica\u00e7\u00f5es adotadas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Prioriza\u00e7\u00e3o do Plano de A\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A terceira mudan\u00e7a relevante diz respeito aos crit\u00e9rios de prioriza\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o. O item 1.5.5.2.1.1 da nova NR-1 \u00e9 direto: <strong>o n\u00famero de trabalhadores possivelmente atingidos deve ser utilizado como crit\u00e9rio para aumentar a prioridade de a\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse dispositivo introduz uma vari\u00e1vel que nem sempre era considerada de forma sistem\u00e1tica pelas empresas. Tradicionalmente, a prioriza\u00e7\u00e3o se baseava principalmente no n\u00edvel de risco resultante da combina\u00e7\u00e3o entre probabilidade e severidade. Agora, o impacto coletivo ganha peso formal no processo decis\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, isso significa que um risco classificado como moderado, mas que atinge um grande n\u00famero de trabalhadores, pode \u2014 e deve \u2014 ter prioridade sobre um risco substancial que afeta poucos colaboradores. A l\u00f3gica \u00e9 <strong>proteger o maior n\u00famero de pessoas no menor tempo poss\u00edvel<\/strong>, otimizando os recursos destinados \u00e0 preven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa mudan\u00e7a tamb\u00e9m refor\u00e7a a import\u00e2ncia de uma identifica\u00e7\u00e3o precisa dos grupos de trabalhadores expostos a cada risco. Quanto mais detalhado for o mapeamento, mais assertiva ser\u00e1 a prioriza\u00e7\u00e3o. O invent\u00e1rio de riscos, portanto, ganha ainda mais relev\u00e2ncia como ferramenta de gest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto importante \u00e9 que o plano de a\u00e7\u00e3o agora deve conter <strong>cronograma, formas de acompanhamento e aferi\u00e7\u00e3o de resultados<\/strong>, al\u00e9m da designa\u00e7\u00e3o de respons\u00e1veis pelas a\u00e7\u00f5es. A norma tamb\u00e9m determina que seja verificada a execu\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es e a continuidade de sua aplica\u00e7\u00e3o, com participa\u00e7\u00e3o dos trabalhadores nessa an\u00e1lise. O plano de a\u00e7\u00e3o deixa de ser um documento est\u00e1tico e passa a exigir acompanhamento ativo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O que muda na pr\u00e1tica para as empresas<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>As tr\u00eas mudan\u00e7as detalhadas neste artigo t\u00eam um denominador comum: a <strong>exig\u00eancia de documenta\u00e7\u00e3o e justificativa t\u00e9cnica<\/strong>. A fiscaliza\u00e7\u00e3o, a partir da vig\u00eancia plena da nova NR-1, poder\u00e1 questionar n\u00e3o apenas se os riscos foram identificados, mas por que foram classificados de determinada forma e quais crit\u00e9rios embasaram a prioriza\u00e7\u00e3o do plano de a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Empresas que ainda utilizam matrizes de risco gen\u00e9ricas, sem metodologia documentada, precisar\u00e3o revisar seus processos. Da mesma forma, organiza\u00e7\u00f5es que tratam a avalia\u00e7\u00e3o de riscos como uma atividade pontual \u2014 feita uma vez e arquivada \u2014 ter\u00e3o que incorporar o gerenciamento de riscos \u00e0 rotina de gest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para setores com opera\u00e7\u00f5es complexas, como o <a href=\"https:\/\/grupobrmed.com.br\/blog\/gestao-riscos-psicossociais-setor-offshore\/\">Offshore<\/a>, a ind\u00fastria e a constru\u00e7\u00e3o, essas mudan\u00e7as ganham ainda mais relev\u00e2ncia. A diversidade de riscos, a quantidade de trabalhadores expostos e a criticidade das opera\u00e7\u00f5es exigem metodologias robustas e documenta\u00e7\u00e3o rigorosa.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>BR MED: parceira na adequa\u00e7\u00e3o \u00e0 NR-1<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A <a href=\"https:\/\/grupobrmed.com.br\/\">BR MED<\/a>, refer\u00eancia em Sa\u00fade e Seguran\u00e7a do Trabalho no Brasil, desenvolveu o <strong>NR-1: Roadmap de Adequa\u00e7\u00e3o<\/strong> para apoiar empresas nesse processo de conformidade. Trata-se de uma metodologia estruturada, elaborada por uma equipe multidisciplinar composta por <a href=\"https:\/\/grupobrmed.com.br\/blog\/medico-do-trabalho\/\">M\u00e9dicos do Trabalho<\/a>, Psic\u00f3logos, Enfermeiros, Ergonomistas, Engenheiros de Seguran\u00e7a e T\u00e9cnicos de Seguran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>O Roadmap foi desenvolvido para come\u00e7ar pelo ponto certo: o entendimento do que j\u00e1 est\u00e1 sendo feito na empresa, de forma minuciosa e estrat\u00e9gica. Isso evita o erro comum de iniciar o processo pela etapa final, sem ter clareza do cen\u00e1rio completo. A metodologia \u00e9 conduzida em <strong>quatro fases<\/strong>: SST Scanner Inteligente, Diagn\u00f3stico 360\u00ba, Investiga\u00e7\u00e3o Direcionada, e SST Checkpoint.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o suporte de especialistas, sua empresa pode transformar a obriga\u00e7\u00e3o da NR-1 em uma oportunidade estrat\u00e9gica, fortalecendo a cultura de preven\u00e7\u00e3o e promovendo um ambiente de trabalho mais seguro e saud\u00e1vel. <strong>O prazo de adequa\u00e7\u00e3o est\u00e1 em curso. N\u00e3o espere a fiscaliza\u00e7\u00e3o para agir. <\/strong><a href=\"https:\/\/grupobrmed.com.br\/contato\"><strong>Fale com a BR MED<\/strong><\/a><strong> e saiba mais sobre o Roadmap de Adequa\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A nova NR-1 redefine crit\u00e9rios do PGR ao padronizar a severidade, diferenciar a classifica\u00e7\u00e3o dos riscos por categoria e mudar a l\u00f3gica de prioriza\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es preventivas. 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