O trabalho em espaços confinados, como tanques, silos e galerias, apresenta riscos que exigem um rigoroso protocolo de segurança. No Brasil, a Norma Regulamentadora nº 33 (NR-33) é o pilar que sustenta a proteção dos trabalhadores, estabelecendo os requisitos mínimos para identificação, avaliação, monitoramento e controle dos perigos. A conformidade com a NR-33 não é apenas uma obrigação legal, mas um compromisso fundamental com a vida.
Desde sua atualização em 2022, a norma incorporou práticas alinhadas aos padrões internacionais, reforçando a necessidade de uma gestão de Saúde e Segurança do Trabalho (SST) mais robusta. Compreender e aplicar suas diretrizes é crucial para prevenir acidentes graves. Para organizações que buscam excelência em segurança, o suporte de empresas especializadas como a BR MED é um diferencial, garantindo a implementação completa e eficaz de todas as exigências da norma.
O que é a NR-33 e por que ela é crucial para a segurança?
A NR-33 define os parâmetros para a segurança em espaços confinados. Seu objetivo é estabelecer os requisitos para a caracterização desses locais, o gerenciamento de riscos e as medidas de prevenção. Um espaço confinado é uma área não projetada para ocupação humana contínua, com meios limitados de entrada e saída e ventilação insuficiente para remover contaminantes ou onde possa existir deficiência ou enriquecimento de oxigênio. Essa definição abrange ambientes como tanques, reatores, silos, poços de visita e tubulações.
A importância da NR-33 é imensa, pois aborda ambientes de altíssimo risco. A falta de oxigênio, a presença de gases tóxicos ou inflamáveis e os perigos de soterramento são ameaças constantes. A norma estabelece uma estrutura clara de responsabilidades, exigindo uma postura proativa na prevenção de acidentes. A implementação correta da NR-33 reduz a probabilidade de incidentes, protege a integridade dos colaboradores e evita sanções legais, além de fortalecer a cultura de segurança da empresa.
As 5 medidas essenciais para compliance com a NR-33
Para garantir a conformidade com a NR-33, as empresas devem adotar um conjunto de medidas interdependentes que formam a base de um programa de gestão de segurança eficaz.
Medida 1: Identificação e cadastro de espaços confinados
O primeiro passo é realizar um levantamento completo para identificar e catalogar todos os espaços confinados. Cada espaço deve ser formalmente cadastrado, com sua localização, características e os riscos específicos associados. Essa documentação é a base para todo o planejamento de segurança e deve ser mantida atualizada.
Medida 2: Avaliação e controle de riscos ambientais
Após a identificação, é necessário realizar uma Análise Preliminar de Riscos (APR) para cada espaço. A análise deve considerar perigos atmosféricos, físicos, químicos, biológicos e ergonômicos. Com base nessa avaliação, devem ser implementadas medidas de controle para eliminar ou neutralizar os riscos antes da entrada e durante a realização dos trabalhos.
Medida 3: Procedimento de entrada e trabalho seguro
Nenhum trabalho em espaço confinado pode ser iniciado sem a emissão da Permissão de Entrada e Trabalho (PET). Este documento formal, assinado pelo Supervisor de Entrada, autoriza o acesso e especifica as condições seguras para a atividade. A PET funciona como um checklist de segurança, detalhando os trabalhadores autorizados, os equipamentos necessários, os resultados do monitoramento atmosférico e os procedimentos de emergência.
Medida 4: Capacitação e treinamento obrigatório
A NR-33 exige que todos os trabalhadores envolvidos — Trabalhadores Autorizados, Vigias e Supervisores de Entrada — recebam capacitação específica. O treinamento inicial tem carga horária de 16 horas e deve ser renovado anualmente com uma reciclagem de 8 horas. O conteúdo abrange identificação de riscos, procedimentos operacionais, noções de resgate e primeiros socorros.
Medida 5: Sistema de proteção e resgate
É fundamental que a empresa mantenha um sistema de emergência e salvamento a postos. Isso inclui uma equipe de resgate dedicada, com treinamento específico em técnicas de salvamento e atendimento pré-hospitalar. Os equipamentos necessários para um resgate rápido e seguro, como tripés, macas e sistemas de ar mandado, devem estar disponíveis e em perfeitas condições.
Implementação prática: passo a passo para adequação
A adequação à NR-33 é um processo contínuo que exige planejamento e gestão. Seguir um passo a passo estruturado facilita a implementação e garante que todos os requisitos sejam atendidos.
Etapa 1: Levantamento e classificação dos espaços confinados
Inicie com um inventário detalhado de todos os espaços confinados, classificando-os quanto ao tipo e aos riscos potenciais. Crie um cadastro formal que servirá como referência para todas as ações futuras.
Etapa 2: Análise preliminar de riscos
Para cada espaço, conduza uma análise de riscos minuciosa, documentando os perigos e estabelecendo as medidas de controle necessárias, priorizando a eliminação ou a neutralização na fonte.
Etapa 3: Desenvolvimento de procedimentos operacionais
Elabore Procedimentos Operacionais Padrão (POPs) para todas as atividades em espaços confinados. Crie um modelo de PET que contemple as exigências da norma e desenvolva um plano de resposta a emergências detalhado.
Etapa 4: Capacitação das equipes
Implemente um programa de treinamento robusto, garantindo que todos os trabalhadores, vigias e supervisores sejam devidamente capacitados e certificados.
Etapa 5: Implantação e testes dos sistemas
Implante todos os sistemas de proteção, como ventilação e monitoramento, e realize testes e simulações periódicas. As simulações de resgate são obrigatórias e devem ocorrer a cada 12 meses, garantindo que a equipe de emergência esteja sempre preparada.
Equipamentos de proteção essenciais para espaços confinados
A segurança em espaços confinados depende do uso correto de equipamentos de proteção coletiva e individual.
Equipamentos de proteção coletiva (EPC)
Os EPCs são a primeira linha de defesa. Incluem sistemas de ventilação mecânica (insufladores e exaustores), sinalização e isolamento da área para evitar acessos não autorizados, e detectores de gases.
Equipamentos de proteção individual (EPI)
Quando os EPCs não são suficientes, os EPIs são indispensáveis. A lista inclui cinturão de segurança tipo paraquedista, trava-quedas, capacete com jugular, respiradores, luvas, botas e, dependendo do risco, roupas de proteção especiais.
Sistemas de ventilação e monitoramento
Sistemas de ventilação são cruciais para insuflar ar respirável ou exaurir contaminantes. O monitoramento contínuo da atmosfera com detectores de multigases (que medem O₂, LII, CO e H₂S) é obrigatório e deve ser realizado antes e durante toda a permanência no local.
Equipamentos de comunicação e resgate
Radiocomunicadores intrinsecamente seguros são essenciais para a comunicação entre o vigia e os trabalhadores. Equipamentos de resgate, como tripés, guinchos e macas, devem estar prontamente disponíveis para uma resposta rápida em caso de emergência.
Análise de riscos: identificando e controlando perigos
Uma análise de riscos eficaz é a base para o trabalho seguro em espaços confinados, abrangendo diversas categorias de perigos.
Riscos atmosféricos (gases, vapores, poeiras)
São os riscos mais traiçoeiros. A deficiência ou enriquecimento de oxigênio, a presença de gases asfixiantes, tóxicos ou inflamáveis (como H₂S, CO, CH₄) e a existência de poeiras combustíveis podem levar a acidentes fatais em segundos. O monitoramento constante é a principal medida de controle.
Riscos físicos e mecânicos
Incluem perigos como quedas de altura, ruído, temperaturas extremas, umidade, choques elétricos e riscos de esmagamento ou aprisionamento por partes móveis de máquinas que não foram devidamente bloqueadas e etiquetadas (LOTO).
Riscos biológicos e ergonômicos
Perigos biológicos, como a presença de bactérias, fungos ou animais peçonhentos, são comuns em redes de esgoto. Os riscos ergonômicos estão relacionados a posturas inadequadas, esforço físico intenso e à limitação de movimento imposta pelo ambiente.
Medidas de controle e neutralização
O controle de riscos envolve uma hierarquia de ações: eliminação do perigo, substituição, implementação de controles de engenharia (ventilação, isolamento), sinalização e controles administrativos (procedimentos, PET) e, por último, o uso de EPIs. A combinação inteligente dessas medidas, adaptada a cada cenário, é o que garante um ambiente de trabalho seguro.
BR MED: Sua parceira na implementação da NR-33
A complexidade da norma e a criticidade das operações em espaços confinados exigem conhecimento técnico especializado e experiência prática comprovada. É nesse contexto que a BR MED se destaca como parceira estratégica para empresas que buscam excelência em Segurança do Trabalho.
Além da documentação, a BR MED oferece treinamentos completos e especializados em NR-33, capacitando Trabalhadores Autorizados, Vigias e Supervisores de Entrada com conteúdo atualizado e práticas alinhadas às melhores referências do mercado. Nossa equipe de profissionais qualificados também auxilia na implementação de sistemas de gestão de SST robustos, garantindo total conformidade com a legislação vigente e promovendo uma cultura de segurança sólida em sua organização.
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