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Nova NR-1: os 5 erros que sua empresa não pode cometer em 2026

Com o prazo de adequação à nova NR-1 encerrando em maio de 2026, empresas brasileiras precisam corrigir falhas críticas na gestão de riscos ocupacionais, especialmente os psicossociais. Os erros mais comuns incluem inventários genéricos, avaliações superficiais e falta de monitoramento contínuo.
Saúde Mental - NR-1

O relógio está correndo e o prazo final para a adequação completa à nova NR-1, 26 de maio de 2026, está a apenas quatro meses de distância. O tempo para ações reativas e improvisadas acabou. A partir de agora, a fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) não será mais apenas educativa. Empresas que não estiverem em total conformidade com as novas diretrizes, especialmente no que tange ao Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) e à inclusão dos riscos psicossociais, enfrentarão multas pesadas e possíveis passivos trabalhistas.

Ainda há tempo para corrigir a rota, mas a janela de oportunidade está se fechando rapidamente. Ignorar a urgência deste momento não é apenas uma aposta arriscada, é uma decisão que pode custar caro em termos financeiros, de reputação e, o mais importante, na saúde e segurança dos seus colaboradores. Neste artigo, vamos detalhar os cinco erros mais comuns que as empresas estão cometendo nesta reta final e como evitá-los de forma estratégica e definitiva.

O que mudou na NR-1 e por que sua empresa precisa se adequar?

As recentes atualizações da NR-1 representam uma mudança de paradigma na gestão de Saúde e Segurança do Trabalho (SST) no Brasil. A norma, que sempre foi a base para todas as outras, agora exige uma abordagem muito mais integrada e proativa através do GRO. O objetivo é que as empresas não apenas reajam aos acidentes, mas que gerenciem seus riscos de forma contínua, identificando perigos, avaliando-os e implementando medidas de controle eficazes.

A mudança mais significativa, no entanto, foi a inclusão obrigatória dos fatores de risco psicossocial no PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos). Questões como assédio, sobrecarga de trabalho, estresse crônico e burnout deixaram de ser um tema exclusivo do RH e passaram a ser uma exigência legal de SST. Segundo dados do Observatório de Saúde e Segurança no Trabalho, 33% dos afastamentos por doença no Brasil já têm origem psicossocial, um número que evidencia a criticidade do tema.

Com o novo prazo estabelecido pela Portaria MTE nº 765/25, a conformidade total até 26 de maio de 2026 é inadiável. A adequação não é apenas sobre evitar multas, mas sobre construir um ambiente de trabalho mais seguro, saudável e produtivo, protegendo o maior ativo de qualquer organização: suas pessoas.

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Erro 1: Realizar um inventário de riscos incompleto e genérico

Na corrida contra o tempo, muitas empresas recorrem a uma solução aparentemente rápida: o “PGR superficial”. Utilizando modelos prontos e sem uma análise aprofundada dos riscos específicos de suas operações, criam um documento que, no papel, parece cumprir a norma. Contudo, esta é uma armadilha perigosa.

Um inventário de riscos superficial, que não detalha os perigos reais de cada função — incluindo os psicossociais — e não identifica claramente os grupos de trabalhadores expostos, é ineficaz e deixa a organização completamente vulnerável. Em uma auditoria do MTE ou em um processo judicial, a ausência de dados específicos e de evidências de controle é frequentemente interpretada como negligência, o que pode agravar penalidades e condenações.

Erro 2: Avaliar riscos psicossociais como uma simples pesquisa de clima

Este é um dos equívocos mais comuns e mais graves. Tratar a avaliação de riscos psicossociais como uma pesquisa de clima ampliada é ignorar a complexidade e a seriedade que a NR-1 exige. Enquanto a pesquisa de clima mede a percepção e a satisfação dos colaboradores, a avaliação de riscos psicossociais é um diagnóstico técnico que busca identificar e mensurar as condições de trabalho que podem causar adoecimento mental.

A norma exige uma análise baseada em metodologias cientificamente reconhecidas. Ferramentas como o COPSOQ (Copenhagen Psychosocial Questionnaire), por exemplo, são projetadas para avaliar dimensões específicas do trabalho, como demandas cognitivas e emocionais, autonomia, apoio social e justiça organizacional. É este nível de profundidade técnica que a fiscalização espera encontrar, e não apenas um relatório de opiniões.

Erro 3: Falhar no monitoramento contínuo e na capacitação das lideranças

O Gerenciamento de Riscos Ocupacionais não é um projeto com data para acabar; é um ciclo contínuo de melhoria, baseado no PDCA (Planejar, Fazer, Checar e Agir). Tratar o GRO como uma tarefa a ser cumprida uma única vez é um erro fundamental. O ambiente de trabalho é dinâmico: novas tecnologias, mudanças de equipe e alterações nas metas podem criar novos riscos. O monitoramento constante é essencial para garantir que as medidas de controle permaneçam eficazes.

Paralelamente, o risco psicossocial nasce na rotina, não em planilhas. Por isso, a capacitação das lideranças é crucial. Líderes que não são treinados para reconhecer os primeiros sinais de sobrecarga, estresse ou assédio em suas equipes se tornam parte do problema, e não da solução. Investir no treinamento da liderança custa muito menos do que um único afastamento de um gerente por esgotamento.

Erro 4: Manter a documentação desorganizada e não integrar as áreas

A conformidade com a NR-1 gera um volume considerável de documentos: PGR, PCMSO, AET, laudos, listas de presença em treinamentos, registros de monitoramento, entre outros. Manter toda essa documentação desorganizada, desatualizada ou de difícil acesso é um convite a problemas. Em uma fiscalização, a dificuldade em apresentar as evidências necessárias pode resultar em multas, mesmo que as ações tenham sido realizadas.

Outro erro correlato é a falta de integração entre os departamentos de RH, SST e Jurídico. Quando esses três mundos não conversam, a empresa sofre com inconsistência documental, decisões lentas e uma visão fragmentada da gestão de riscos, o que aumenta a vulnerabilidade e os custos.

Erro 5: Não dar a devida importância aos canais de denúncia

A NR-1 é clara ao prever a necessidade de mecanismos que permitam aos trabalhadores informar sobre situações que considerem representar um risco. Um canal de denúncias eficaz, que assegure o anonimato e a proteção ao denunciante, é uma ferramenta indispensável para a identificação de perigos, especialmente os de natureza psicossocial, como bullying, assédio moral e sexual.

A ausência de um canal estruturado ou a sua ineficácia — por falta de confiança dos colaboradores ou por falhas no processo de apuração — é uma falha grave. Além de descumprir a norma, a empresa perde uma fonte valiosa de informações para agir preventivamente, antes que os riscos se convertam em danos reais à saúde dos trabalhadores e em passivos para a organização.

Como a BR MED pode ajudar sua empresa a se adequar à NR-1?

Entendemos que a adequação à NR-1 pode parecer um desafio complexo, mas ela não precisa ser uma jornada solitária e cheia de incertezas. A BR MED, líder em Saúde Corporativa no Brasil, desenvolveu uma metodologia para transformar essa obrigação legal em uma vantagem estratégica para a sua empresa: o NR-1: Roadmap de Adequação.

Nossa abordagem evita o erro mais comum de começar pelo fim. Em vez de simplesmente atualizar documentos, iniciamos com um diagnóstico preciso para entender a realidade da sua empresa. O Roadmap é estruturado em quatro fases estratégicas:

  1. SST Scanner Inteligente: Realizamos uma análise técnica aprofundada dos seus documentos de SST existentes, identificando lacunas e pontos de melhoria com base nas NRs aplicáveis.
  1. Diagnóstico 360º: Conduzimos a Análise Ergonômica Preliminar (AEP), utilizando ferramentas como o COPSOQ para mapear os riscos ergonômicos e psicossociais e entregar um plano de ação inicial claro e priorizado.
  1. Investigação Direcionada: Para os riscos mais complexos identificados, nossa equipe multidisciplinar aprofunda a análise através da Análise Ergonômica do Trabalho (AET), resultando em um plano de ação ainda mais preciso e eficaz.
  1. SST Checkpoint: Com todos os dados em mãos, revisamos e, se necessário, atualizamos o PGR e o PCMSO, garantindo que os documentos reflitam fielmente a realidade da sua empresa e estejam em total conformidade com a legislação.

Com a expertise da BR MED em Saúde Corporativa, sua empresa garante não apenas a conformidade com a NR-1, mas também implementa um sistema de gestão de saúde e segurança que realmente funciona, protegendo seus colaboradores e o seu negócio.

O prazo está se esgotando. Não deixe para a última hora. Clique aqui para conhecer em detalhes o Roadmap de Adequação NR-1 da BR MED e agende uma conversa com nossos especialistas.

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